Mostrando postagens com marcador Poesia no Sarau Todas as Tribos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia no Sarau Todas as Tribos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Mais Poesia - Davi Antonio (Sarau Ocupação) bem vindo...

“Elevador de Serviço”
 Arranha céus, condomínios 
Piscinas, empregados e alguns mimos
 Escadas, elevadores e corredores 
Sorrisos (falsidade) e perfumes no paraíso das dores
 Empregado no elevador social? Não!! 
É proibido!! Pega mal!! Da multa... 
E se madame ver, até te insulta.
 Lava, passa, limpa e ainda tem fazer comidinha com Amor.
 Mas, não pode ser visto com a patroa no elevador. 
Quem inventou o elevador de serviço?
 “Não fui eu!” (Deve ter sido alguém um pouco omisso.) 
Divisão de classes.
 O elo fraco e o elo forte Carrão e o Dinheiro... 
Buzão e o Vale transporte...
 Empregado e o Patrão.
 É muito irônica nossa sociedade. 
E essa nossa velada “Segregação!”

 (Davi Antonio)

Para saber mais sobre a poesia de Davi Antonio, acesse:

Mais Poesia...Le Ka no Sarau Todas as Tribos...

Há algo de cansativo em encontrar sempre as mesmas pessoas em corpos diferentes
pergunto-me onde estarão aquelas capazes de andar sem rumo e muito assunto por horas a fio

as que se sentam em praças apenas por estar
sem copos na mão, bolsos vazios, mente pulsante e o peito cheio de ideias

os melhores passeios não são nas casas lotadas
o som não estoura os tímpanos e, ainda assim, se ouvem anjos a capella e batuques no fundo de baldes

não são aqueles em que esperamos encontrar alívios de carência temporária, e, ainda assim, sentamos na soleira da porta em companhia desinteressada

aquilo nos basta, enche de júbilo
mais duradouro que qualquer meia hora de ego afagado

Para saber mais sobre a poesia de Le Ka acesse:




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Mais um Poema dessa vez da Le Ka, seja bem vinda, flor...


Vive,
a vida é 
sequência de eventos absurda,
ciclos de morte e regeneração celular em que diz-se corpo refeito a cada sete anos
E quem é que se refaz a cada sete anos,
pois se vida inteira circula na mesma asneira nuclear?

Permite, o trauma é 
nada mais que o tombo de bicicleta incômodo,
passeios de domingo na chácara com estrada esburacada
e nem por isso menos divertidos devido aos joelhos estourados 

E quem é que se permite após meia dúzia de tombos, pois se limita a acreditar em falsos refúgios internos?
O erro e infortúnio que hora impulsionava evolução, não pode ser grilhão das novas buscas da alma

Acalma, tudo é passível de cicatrização...
Vamos juntos?

Para saber mais sobre os Poemas de Le Ka entre em contato:




Poema de Aldo Junior, Poeta e Escritor...

Alguns dias

alguns dias servem simplesmente pra dar na tua cara pra te mostrar teu fracasso um pneu que fura uma enchente que te deixa ilhado num boteco encardido onde um datena irritante exibe desgraças como quem exibe os rótulos das cachaças ruins nas prateleiras empoeiradas os sacos de lixo batendo nas canelas das senhoras crentes em seus saiões e seus cabelos negros presos com grampos teus sonhos entrando pelas bocas de lobo um raio entristecido sem trovão nuvens obesas se arrastando num céu com a cor da vinte e três de maio alguns dias servem simplesmente pra te fazer ler notícias ruins e perder tempo escrevendo versos vergonhosos e chorando um pouco de saudade e remorso enquanto engasga com a fumaça do cigarro a ardência na traqueia e o aperto no pulmão tossir até escarrar as esperanças no cinzeiro apagar todas as luzes por dentro e fechar os olhos pra não ver que já perdeu a esperança há tempos e depois ouvir de alguém que é assim mesmo que é assim que se caminha e que assim que a vida é como cigarras cantando até explodir seguir e seguir e seguir com medo do fim desconfortável com o presente e infeliz com o passado que te trouxe até aqui alguns dias servem para não existir

Para conhecer mais sobre Aldo Junior acesse: